Santos-Dumont, glamour e tormento
Havia nesse homem que queria a dança da máquina com o vento uma busca constante pela elegância e pela leveza. Havia também fragilidade - e uma crença romântica e orgulhosa no progresso como panacéia, a tal ponto que se deixou atormentar pelo uso do avião como arma de guerra como se fosse sua culpa pessoal. Suas aventuras não duraram mais que doze anos, mas por metade desse tempo foi o maior dos pioneiros, o mais inventivo, o mais ousado dos aventureiros da Belle Époque. A aviação tem muitos pais, mas Santos-Dumont certamente é o mais glamouroso e enigmático deles.

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