Na base da confiança
Quem disse que eu não falei delas -- as flores?

Adoro esses sistemas “self-service” na base da confiança. No museu Pergamon, em Berlin, há alguns folhetos espalhados pelas salas, com detalhes sobre a exposição. E um aviso: “Por favor, deixe vinte centavos na caixa na saída do museu”. Mas não precisa ir tão longe – quando fazia faculdade de Cinema, costumava ir ao prédio da Psicologia, que era ao lado, comprar bolo de chocolate. Ele ficava em uma bandeja, com faca, guardanapo e uma caixa de dinheiro ao lado. Você deixava o pagamento, pegava o troco e se servia. Tudo na confiança – de que você vai pagar direitinho e não vai tocar no bolo com as mãos sujas...
Ah, essas flores não são da Alemanha, são de Valinhos, interior de São Paulo... Que tem uma terra incrivelmente boa, onde se plantando, tudo dá.



